quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

XADREZPT- Joga xadrez online


De vez em quando há portugueses que tem a ousadia de lançar
servidores de xadrez.
Admiro essas pessoas pelo seu espírito de iniciativa, sabendo que em Portugal ninguém se preocupa com isso.
Já conheci alguns projectos de servidores portugueses.
À Esquerda está um link para o novo servidor português !
Que me lembre, houve um no "velho" servidor online da Esotérica, que cheguei a frequentar.


Mais tarde houve outro online, que chegou a fazer um torneio com prémios monetários.
Logo de seguida acabou...
Agora temos o Xadrezpt um servidor de xadrez por email em que o tempo mínimo para um lance é 1 dia.
Espero que a FPX e a CNXC apoie este servidor. Haverá melhores, haverá piores, mas este é... Português !
Apelo a que a CNXC faça os seus torneios nacionais neste servidor . É o mínimo que se pode fazer para apoiar o Emanuel Santos.
Já me registei ! Acho que todos os jogadores nacionais deviam fazer o mesmo.




terça-feira, 30 de dezembro de 2008

PARABÉNS TROUXA !!!

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Mais uma que me mandaram por mail...


Vais ter relações sexuais?

O governo dá preservativo

Já tiveste?
O governo dá a pílula do dia seguinte.

Engravidou?
O governo dá o aborto.

Teve filho?
O governo dá o Bolsa Família.

Tá desempregado?
O governo dá Bolsa Desemprego.


És viciado e não gostas de trabalhar?
o governo dá rendimento mínimo garantido!


AGORA...
Experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha pra ver o
que é que te acontece!!!!!


VAIS GANHAR UMA BOLSA DE IMPOSTOS NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO!!!!!

PARABÉNS TROUXA !!!

Não quero o Nissan do Socrates!

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Prefiro este !





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O vendedor de Magalhães quer-nos fazer crer que o que é bom é negociar com multinacionais e que só essas são alternativas.
Agora que já não é "fino" ter emprego nos Bancos pós período governativo, será que se procura o futuro na industria automóvel ?
Não sei a resposta, mas o que sei é que este projecto já existe há uns bons anos e nenhum governo parece interessado em viabilizá-lo...

Vejam AQUI mais informações


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sida/Aids : Pare e Pense!

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Não acontece só aos outros. Não é preciso gastar milhões em campanhas. Vídeos simples podem dizer tudo, da maneira mais clara ! Moçambique mostra como é....

video



terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Num futuro próximo

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Página da Associação de Santarém

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Depois de um grande período de inactividade a Associação de Xadrez de Santarém reabriu com os seguintes elementos na Direcção: Paulo Costa (Presidente) , Paulo Marçal (Vice-Presidente), António Belém Coelho (Tesoureiro) e Hugo Ribeiro (1º Vogal ).
Para já, a 1ª página de sempre da Associação de Xadrez de Santarém está online.




Basta Clikar para aceder à página da AXS


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

[ JOGO ] Prendinha para o G.W.Bush

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Não estrague os seus bonitos sapatos italianos. Use estes que são "made in China".


DIVIRTA-SE !

domingo, 14 de dezembro de 2008

Pedido aos queridos governantes

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Meus queridos governantes,

Agora que se aproxima a época de Natal, e o ano de 2009 queria pedir-vos uns favores muito, muito, mas mesmo MUITO grandes.
Sei que andam muito ocupados com os malandros dos professores, dos médicos, dos juízes, dos militares, com o BPP, com o BPN, com certamente o BCP e não sei se haverá algum que não vos ocupe os vossos eminentes neurónios.
Como contribuinte militante , espero que não tenham parado de investir BEM o meu dinheiro.
Fiquei contentíssimo quando em 2004 fizeram aqueles belos estádios de futebol. Aquilo é que foi! Nunca vi tanta bandeira na rua, nos telhados, nas árvores. Que povo feliz!!! Os malandros dos espanhóis quiseram associar-se à organização, mas nós fizemos muito bem em não lho ter permitido. PUMBA !!! Tomem lá ! Vão-se curar! Sempre ouvi dizer que de Espanha "nem bom vento nem bom casamento !"
Era o que faltava... Portugal, um País Riquíssimo associar-se a um País como a Espanha. Isso é para os pelintras como os Belgas e os Holandeses, ou mais recentemente para Suiços e Austríacos. POBRETANAS ! Aposto que os suiços já andavam arrasquinha com a crise financeira! Pacóvios !

Vamos lá então ao que eu queria pedir aos meus queridos governantes, e que acho ainda não foi pensado:

1- Gostaria de um novo aeroporto porque o nosso de um momento para o outro deixou de servir.
2- Em 2º lugar, e como os estádios já estão construídos, devíamos fazer cá um Mundial de Futebol. Isso é que era giro! Portugal novamente cheio de bandeiras e o povo feliz e contente. Aposto que os professores nem se importariam de ser avaliados, a história dos professores titulares e não titulares seria algo que nem seria lembrado.
3- Em 3º lugar, mas até pode passar para primeiro; gostava mesmo era que plantassem em Portugal o TGV. Isso é que era! Aqueles países que , dizem, ficam no Norte da Europa é que iriam roer-se de inveja ! Em todas as estatísticas eles ficam sempre lá em cima, mas nem imaginam o gozo que me ia dar falar com um Sueco ou Norueguês e dizer-lhes assim bem inchado: Vocês têm ensino de qualidade, assistência médica, habitação, segurança social, enfim... essas porcarias ! Mas nós vamos ter o TGV, belos estádios de futebol, vamos ter um aeroporto novo, e mais umas pontes lindas e até uma autoestrada para Bragança ...
Vocês gostavam era de ter governantes como os nossos !!! LOUROS, Burros !!!

Vocês só não têm porque devem esbanjar dinheiro com os vossos 112 e INEM !

Se não gastassem o dinheiro em edifícios e instalações luxuosas também podiam ter o TGV e outras coisas bonitas e modernas.

Ponham os olhos nos nossos! Vejam este belo exemplo das instalações do 112 em Vila Franca de Xira - Hospital Dr. Reynaldo dos Santos .









Isto é que são instalações luxuosas ! Contentores possivelmente importados do Dubai, e como pode ser vista na 1ª foto, até tem Ar condicionado. Isto é que é boa gestão pública dos nossos trocos ! Se o nosso 1º Ministro esbanjasse dinheiro em garagens luxuosas para o INEM , como poderia ambicionar a ter em Portugal um TGV ou um Mundial de Futebol ?


"Estou de volta para desabafar convosco"

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Simão Pintor publicou este texto no Lusoxadrez:



"Caros colegas xadrezistas, (clike para ver o post no seu contexto original)

Estou de volta para desabafar convosco sobre aquilo a que assisti hoje, quando fui disputar um torneio de semi-rápidas aqui no Porto, no Clube Desportivo Portugal, perto da estação de Campanhã.

Já nao jogava xadrez há algum tempo, e então decidi participar neste torneio que ocupava apenas a tarde de Sábado. Porém, não foi preciso muito tempo para perceber que haveria programas muito melhores do que aquele pelo que optei... Confused

Para começar, as instalações deixavam muito a desejar (telhado super-fragil que permitia ouvir o barulho da chuva como de um tsunami se tratasse), e uma sala super fria (que mereceu o perspicaz comentário irónico do meu derradeiro adversário - "esqueceram-se de ligar o ar condicionado Razz "). Mas fossem esses todos os problemas...

Não havia mesmo condições nenhumas para se jogar xadrez.. ainda estava a grande maioria dos jogos na abertura e miúdos pequenos corriam desenfreadamente (!!!) pela sala, berrando alto à vontade, sem que ninguem os impedisse de tal, nem lhes ordenasse para abandonarem a sala. Incompetência do árbitro, de muitos dos pais que la estavam e que, sabendo que no xadrez se exige silêncio, estavam mais preocupados com a diversão dos filhos, bem como de muitos outros...

Deparado com esta situação, comentei-a com um habitual organizador de torneios, que me informou que muitos dos responsáveis pelo enorme barulho até eram seus alunos. Atónito, perguntei-lhe porque não fazia algo então... Respondeu-me que havia alguem responsável por eles presente no torneio. Perguntei-lhe, então, onde estava essa pessoa.. E a resposta foi...' Está naquela sala que tem a televisão a ver o Manchester !!'

Brilhante, não acham? xD Fantástico.. Indescritível ! Cruzou-me a mente a imagem do tal indivíduo, que eu totalmente desconheço, paulatinamente a ver o jogo do Manchester, quiçá a beber a sua cerveja e a comer o seu tremoço, enquanto as crianças por que estava responsável estragava o ambiente de quem tentava jogar xadrez... Sim, as preocupações do homem deviam ser 'será que o Manchester conseguirá aproveitar a escorregadela de Arsenal e Liverpool para se chegar à frente ganhando em White Hart Lane ao Tottenham ? Oh, que chatice.. empatou 0-0' xD (e eu sou adepto do futebol, faria se nao fosse). Sem duvida a preocupação do momento no torneio, não acham? Note-se bem que nao estou com isto a criticar seja quem for em particular, mas sim uma situação que em geral é absolutamente lamentável...

Aliado a este facto, joguei na 1ª jornada com um miúdo que, jogando eu de brancas, jogou assim : 1.d4 e5 2.dxe5 Re7 (!) seguido de Re6, etc.. e a certa altura começava a colocar o Rei em casas em que não podia, e como tal eu tinha de estar constantemente a avisá-lo que estava a cometer lances ilegais e tinha de mover outra peça.. Nisto os jogadores dos tabuleiros mais próximos protestavam por eu estar a falar.. Que poderia eu fazer ? Qual é a lógica de levar jogadores que ainda não saibam as regras nem quase mexer as peças para os torneios ? Para fazer número ? Para causar barulho e perturbar quem está a tentar jogar ?

Perguntas sem qualquer resposta possível... Para mim o xadrez já há muito perdeu o interesse competitivo, eu jogo xadrez agora pelo simples gosto que tenho em disputar a modalidade, mas desta forma não dá gosto jogar xadrez, não desperdiçarei mais tardes de Sábado assim...

E muitos de vocês pensarão 'Olha o puto, de 17 anos, armado em social e crescido, acha que tem muito para onde se virar e por isso o xadrez perdeu importância..'

Mas quem assim pensa está fortemente enganado.. Precisamente por ser 'puto', sei como a modalidade é vista por 95% dos não-praticantes da minha faixa etária - um desporto nada atractivo.. e certamente que se a algum deles fosse apresentado um evento destes.. a imagem não seria nem de perto nem de longe a adequada... Assim, nem eu tenho vontade de jogar xadrez, quanto mais pessoas que supostamente para a modalidade estariam em vias de ser cativadas.

Assim, não vale a pena o esforço daqueles que trabalham em prol do xadrez, projectos como os do município do Porto ou do Barreiro, apoios como o que foi conquistado pelo Dias Ferreira à câmara de Matosinhos...

Felizmente (ou não) os dirigentes ao fornecerem apoios nao fazem visitas periódicas a torneios como estes, caso contrário o xadrez português rapidamente entraria ainda mais em falência...

Queixam-se que Portugal não vai a lado nenhum, mas não sabem porquê... Aqui está a resposta... Eu quando tinha 8 anos e aprendi a jogar xadrez, ensinaram-me logo que mais importante do que perder ou ganhar era o comportamento dentro e fora do tabuleiro.. Ai de mim que alguma vez fizesse barulho quando acabasse o meu jogo.. Agora, ninguém se importa com isso...

Deixo convosco o meu desabafo e peço desde já desculpa se feri a susceptibilidade daqueles que pensam que o xadrez em Portugal está melhor, está a evoluir, etc.. Não está, e continuará muito longe disso enquanto ninguém fizer algo para isto mudar.

Bom Natal para todos."

Apesar de não os conhecer pessoalmente tenho um especial apreço pelas opiniões expressas por estes jovens irmãos: Simão Pintor e Ariana Pintor.
Todas as intervenções demonstram que são de jovens bem formados ,maduros,que mostram saber o que querem e com capacidade crítica sem usar do fácil "bota-abaixo".
Parabéns a eles!

Retirado DAQUI - 1800 crianças na V Copa de Xadrez Escolar Ayrton Senna

Quero também dizer-vos que a minha opinião é coincidente e expressei em resposta ao Simão no mesmo Lusoxadrez o seguinte:


"Não podia estar mais de acordo com o Simão. Muita gente confunde ser um desporto amador com amadorismo.
Quantas vezes não deparamos com torneios que são para começar por exemplo às 10 e a essa hora ainda está a organização a "montar o terreno de jogo"?
Considero inadmissível que gente preparada para planificar e estruturar (jogadas) não saiba, ou não queira planificar um torneio como deve ser. Basta levantar cedo e respeitar quem fez centenas de Kms para estar presente à hora determinada. É apenas uma questão de RESPEITO!
Amador é alguém que não recebe, mas que tenta fazer as coisas como os profissionais, e se possível melhor ainda.
Outra observação muito bem feita é na generalidade dos torneios a "putalhada" andar a correr e a gritar de um lado para o outro.
Claro que os miúdos necessitam de brincar e essas correrias fazem parte do desenvolvimento normal de uma criança.
Mas por favor, e isto é um apelo aos senhores treinadores de jovens, aos responsáveis pelos clubes, e aos pais.
Um torneio não é o jardim infantil nem a brincolândia ou uma festa do Macdonalds.
É um torneio! O xadrez exige concentração!
Os treinadores (e agora saíram umas fornadas) deveriam logo desde a 1ª aula explicar que a regra numero UM é jogar xadrez em silêncio.
Gostaria de saber se em alguma parte dos programas de formação de treinadores são dedicados à ética e ao comportamento do jogador de xadrez. Mera curiosidade...
Tal como é de boa educação não se levantar da mesa enquanto outras pessoas estão a comer, ou no mínimo pedir licença, no xadrez essa regra é semelhante.
Quando terminar a sua partida e depois de cumprir as formalidades, ou assiste aos outros jogos em completo silêncio, ou abandona o local do jogo e extravasa a tensão acumulada. Elementar !
Depois, sempre achei que torneios de xadrez entre adultos e crianças são contraproducentes e desvirtuam as classificações.
Sou contra o desembarcar de uma carrada de miúdos num torneio apenas porque é bonito aparecer, e faz número.
Esse prémio (poder participar) deveria ser um privilégio de 1 ou 2 jogadores do clube que estejam em franca progressão. Esse prémio obrigaria os outros a trabalhar e só deveria ser dado aos melhores.
No entanto não se infira das minhas palavras que não gosto de ver a miudagem a jogar. Antes pelo contrário! Deve ser é no local próprio, e baterem-se com gente de faixas etárias semelhantes.
Os melhores terão sempre oportunidade de evoluir e passarem para o outro escalão (o dos "grandes"). Terão é de fazer por isso !
Propunha até aos organizadores de torneios estabelecerem ELO mínimo para determinadas idades poderem participar.
Um jogador sub 12, por exemplo com 1400 ELO quase de certeza não é visto a berrar ou a correr pelos torneios.
Se aos elos mínimos recomendados para cada idade (para efeitos de cálculo ELO) somarmos 150, ou 200 pts, encontramos rapazes e raparigas que já tiveram de fazer algo para aprender xadrez.
Recomendaria isto pelo menos até aos Sub 12... "


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Quem fala assim não é gaga

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Pare, escute e olhe diziam antigamente as passagens de nível da CP.

Num momento em que pretendem trucidar a população portuguesa dou o mesmo conselho em relação a este vídeo.

Era isto que as TV's deviam dar e não se o Cristiano Ronaldo ganhou a bota de Ouro, ou se tem nova namorada.




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Como naturalmente a comunicação social não publicará certamente cartas que não se insiram na "politica redactorial" dessas empresas é minha obrigação divulga-la para que estas vozes não se calem.

Carta Aberta à Ministra da Educação

Excelentíssima Senhora Ministra da Educação

Ao fim de três décadas e meia de docência, as políticas educativas do Governo do meu país levaram-me a pedir a aposentação antecipada e com penalização. Fugi da escola pública de hoje. A escola do facilitismo, da mediocridade, da desautorização dos professores, da desumanização, da irresponsabilidade, das estatísticas, da entrega dos deveres aos professores e dos direitos aos alunos,… Não foi para esta escola que dei tantos anos da minha vida. Nem foi assim que pensei terminar uma longa carreira de que gostei muito.

De Amarante a Matosinhos passando por Lisboa, Figueira da Foz, Porto, Espinho, Bragança, Marco de Canavezes, Vila Real, Barcelinhos, Penafiel, Famalicão e S. Pedro da Cova, ajudei a formar milhares de jovens. Foram muitos quilómetros percorridos quando não havia uma única auto-estrada. Mais do que uma vez tive que me sujeitar a ver as minhas três filhas pequeninas apenas aos fins-de-semana para ir, para longe, ensinar os filhos dos outros. Sem nada que me ajudasse a suportar as despesas. Tudo isto fiz com muito sacrifício mas muito gosto. Durante anos e anos amei o que fiz.

Para minha actualização frequentei mais de 50 acções de formação/seminários quer na área de informática, quer na minha área específica.

Fui Directora de Instalações, Representante de Disciplina, Delegada de Grupo, Directora de Turma, Vice-presidente do Conselho Executivo, Presidente do Conselho Administrativo, Representante de Área Disciplinar, Coordenadora de Departamento, Responsável pela Sala de Estudo, Presidente da Assembleia de Escola.

Leccionei todos os níveis de ensino desde o 5º ao 12º ano.

Orgulho-me do trabalho que sempre desenvolvi apesar do desânimo aumentar ano após ano. Nunca aspirei aos prémios que o Ministério atribui anualmente. Os meus prémios são as mensagens que recebo dos meus ex-alunos.

"Boa tarde professora,
Não sei se ainda tem esta conta de email activa, mas espero que sim. Eu sou o seu antigo aluno Eduardo …, fui seu aluno de química no ano lectivo de 2004/2005, não sei se ainda se lembra de mim. Eu estou a acabar o meu curso na faculdade, estou já no ultimo ano e sou finalista, como tal, temos a tradição de assinar as fitas e eu gostava que a professora me assinasse a fita, uma vez que a considero a melhor professora que tive ate hoje, pois sempre acreditou em mim e fez todos os possíveis para me ensinar, não só a matéria correspondente a sua disciplina, mas também a ser um homem decente. Para alem de excelente professora, foi também uma grande amiga, que e algo que muitos professores não são e por isso gostava que me desse a honra de me assinar a fita. A minha queima das fitas é já esta semana e tenho de ter as fitas no dia 27, por isso peço resposta a este email o mais rápido possível, caso a professora não possa assinar-me as fitas antes dessa data, não há problema, assina depois pois o que conta para mim é que a fita seja assinada, independentemente da data. Gostava também de lhe pedir um favor…

Peço desculpa pelo incómodo e espero atentamente uma resposta.

Beijos e abraços, do seu antigo aluno e amigo,

Eduardo …"

Ou como esta recebida há dias quando chegou a minha aposentação.

"Soube ontem ao último tempo que a professora tinha recebido a carta da reforma. Vou ser sincero, fiquei muito triste por perder uma das melhores professoras de sempre.
Paciente, simpática, honesta, humilde…. são muitas das características que a professora tem.
A escola perdeu uma das melhores professoras ao serviço.
Pessoalmente n estou triste por perder uma professora mas sim estou triste por ter perdido uma grande amiga que me ajudou sempre.
Toda a turma ficou um bocado triste (embora querendo disfarçar através de sorrisos e risos), pois tem a consciência que vai ser difícil substituir uma professora como a s'tora.
Diz-se que ninguém é insubstituível, mas a professora é das poucas pessoas que não podem substituídas por nada deste mundo.
Aqui está á minha despedida muito humilde, não é que desejaria dar á professora pois o que lhe queria dar está para além dos meus alcances.
Só deixo votos de felicidade e desejos que um dia nos voltemos a encontrar.
Muitos beijos e abraços:
Bruno …"

Pelos Eduardos, pelos Brunos e por todos os alunos que já me passaram pelas mãos, e que me atribuíram "medalhas" aguentei enquanto pude. Agora, acabou.

Numa quinta-feira de Novembro fui chamada para uma substituição. Não havia plano de aula. A professora em causa tinha acabado de receber a sua aposentação antecipada e com penalização. Uma professora que já estava na escola quando para lá fui e eu estive lá 20 anos. Dirigi-me à sala de aula. Estavam os (talvez) 28 alunos de uma turma do 7º ano que não conhecia. Muitos choravam e diziam "A Professora M. era nossa amiga. Ensinava bem e ajudava-nos muito".
Estes alunos só conheciam esta professora desde meados de Setembro.
Em contraste com isto, a professora estava num sino. Irradiava felicidade e até as lágrimas lhe vieram aos olhos de tanta alegria. Finalmente estava livre do inferno que se vive hoje nas escolas.
Analisando esta situação, só se pode concluir que algo está errado. Uma pessoa que dedicou uma vida ao ensino, uma professora de quem os alunos gostam ao ponto de chorar a sua saída, abandona a profissão de uma vida sem tristeza e com penalização na sua reforma. A debandada é geral e os que estão a sair são os mais experientes.

Vi e ouvi, com tristeza e uma revolta imensa, as posições inqualificáveis de membros do Governo perante a manifestação de 85% dos docentes do meu país. Não consigo aceitar que me apelidem de chantagista com uma leviandade sem nome. Não sou sindicalizada nem filiada em nenhum partido. Sempre pensei pela minha cabeça, disse o que penso, escrevi o que disse e assumi o que escrevo. Durante anos escrevi uma crónica mensal num semanário e insurgi-me contra a avaliação em vigor na altura. Realmente tinha que ser substituída. Mas por uma melhor, o que não é o caso. A mobilização que se conseguiu em Março a em Novembro não foi conseguida pelos sindicatos. Eles não têm capacidade para tal. A internet e o telemóvel são hoje os melhores meios de mobilização. A Senhora Ministra consegui, pela primeira vez, unir os professores e pô-los em contacto permanente uns com os outros.

O dia a dia de um professor é inimaginável por quem não o vive, como é o caso da Senhora Ministra. Pede-se aos professores que sejam, para além de transmissores de conhecimentos, mães, pais, psicólogos, assistentes sociais, amigos, …

"Os professores têm, cada vez mais, à sua frente um conjunto de órfãos de pais vivos." - uma verdade que li aqui há tempos.

Mas pede-se mais. Pede-se aos professores que apliquem um ensino individualizado a turmas com 28 alunos num número de aulas que não chega para leccionar os conteúdos programáticos estupidamente extensos. Pede-se o impossível. "Dar aulas, de facto, é tão simples como falar trinta e cinco línguas ao mesmo tempo ou cantar sozinho uma partitura para trinta e cinco vozes". (Bernard Houot)

Para esta super-escola eram precisos super-homens e super-mulheres e isso só existe na banda desenhada.

"Nós somos como somos, com altos e baixos. Com momentos de entusiasmo e momentos de quebra. Com rasgos de génio e sombras travessias do deserto. E ninguém poderá nunca tornar-nos perfeitos. Se nos pedem para sermos perfeitos é, pois, abusivamente porque o sistema que se encontra acima de nós não o é." (Bernard Houot)

Que posso eu exigir de um aluno que vive com uma mãe com problemas mentais que lhe diz que o odeia e que o quer matar? E de uma jovem que chega às aulas da tarde sem ter comido absolutamente nada? E de uma jovem que vive, a meias com a mãe, com outro homem que não o pai? E de uma criança que dorme na sala e só pode descansar quando os pais resolvem deitar-se? E da jovem que fica a trabalhar no café dos pais até às tantas da madrugada? E poderia ficar aqui um tempo infindo a pôr a nu as situações com que os professores se debatem. Esta é a escola real. Uma escola cheia de problemas cuja resolução compete ao Estado mas com os quais os professores vivem diariamente. Estes jovens não podem ter o rendimento desejável mas, pressionar o professor a passá-los, não lhes resolve os seus problemas. Como não lhes resolve os seus problemas um computador oferecido pelo Governo. Ou o TGV. Ou um novo aeroporto na capital. Mas quem pode manda e define as prioridades que entende. Não são as minhas e não as entendo.

Para juntar a tudo isto, a Senhora Ministra elaborou um modelo de avaliação perfeitamente inaceitável. Diz a Senhora Ministra que os professores devem confiar nos seus colegas mais competentes (refere-se aos professores titulares) mas quem lhes atribuiu essa competência foi a Senhora Ministra ao pôr em prática o mais escandaloso dos concursos - o primeiro concurso para professor titular. "Há coisa mais injusta do que uma avaliação que não premeia o mérito?" - perguntou um dia destes a Senhora Ministra. Claro que não. Mas, pergunto eu, há maior injustiça do que o primeiro concurso para professor titular? E foi com base neste concurso, eivado de injustiças e arbitrariedades, que foi construído este modelo de avaliação. Sobre alicerces podres. Por mais voltas que lhe dêem, será sempre um modelo de avaliação em que a competência estará ausente.

Para o acesso ao cargo de professor titular não era preciso ser competente em nada. Bastava ter tido muitos cargos entre 1999 e 2006. Por que razão foram escolhidos estes anos e não todo o percurso dos docentes? Só a Senhora Ministra sabe. No meu caso, professora do topo de carreira, a Senhora Ministra deitou-me, pura e simplesmente, ao lixo mais de 25 anos da minha carreira. Consegui, apesar disso, ser provida como professora titular. Por acaso, como todos, e não por mérito, como gostaria. É a isto que a Senhora Ministra chama justiça? É a isto que a Senhora Ministra chama competência? Este concurso criou nas escolas situações inaceitáveis.

Um professor com 100 pontos, numa Área Disciplinar, ascende a professor titular e, na mesma escola, outro professor com 140 pontos, numa outra Área Disciplinar, não o consegue.

Um professor do 10º escalão que tenha exercido todos os cargos possíveis numa escola antes de 1999 mas que entre 1999 e 2006 foi apenas professor, por melhor que tenha sido, não ascende a professor titular.

Um professor do oitavo escalão que, por exemplo, por não ter horário na sua Área Disciplinar, integrou um cargo no Conselho Executivo mesmo que o tenho exercido sem competência, foi provido como professor titular.

Neste momento, este último professor pode ser avaliador do anterior.

Um professor que foi orientador de estágio pode vir a ser avaliado pelo seu avaliando de estágio, desde que o segundo tenha conseguido ascender a professor titular e o primeiro não.

Mas o descalabro a que a educação chegou não se limita a estes problemas.

A Lei 3/2008 de 18 de Janeiro é uma perfeita aberração. Trata da mesma maneira um aluno que falta por doença e outro que falta porque lhe apetece. No Despacho do domingo, dia 16 de Novembro de 2008, a Senhora Ministra, mais uma vez remete as culpas para os professores quando diz "que a adaptação dos regulamentos internos das escolas ao disposto no Estatuto do Aluno nem sempre respeitou o espírito da Lei, permitindo dúvidas nos alunos e nos pais acerca das consequências das faltas justificadas designadamente por doença ou outros motivos similares." A lei é clara pelo que não é aceitável estar no despacho "Tendo em vista clarificar os termos de aplicação do disposto no Estatuto do Aluno…". Sejamos honestos, o Despacho altera a Lei, se é que juridicamente isso é possível.

O Programa Novas Oportunidades é outro embuste. Por aquilo que vejo, e pelas pressões das DREs para aprovar todos os alunos dos Cursos de Educação e Formação, dos Cursos Profissionais e Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, estão a qualificar-se milhares de analfabetos. Será isto que o país precisa, Senhora Ministra?

Segundo a Senhora Ministra, a implementação das aulas de substituição, que tanta polémica gerou, hoje faz-se confortavelmente. Engano, Senhora Ministra. Os professores que conheço, e são muitos, fazem-no porque a tal são obrigados mas fazem-no sem o mínimo de conforto e com o máximo descontentamento dos alunos.

O ambiente que se vive nas escolas é de uma tensão imensa. O desalento e a desmotivação são gerais e o clima de medo está instalado. E ainda vai piorar quando aparecer a figura do director prevista na lei.

O que se fez da escola pública? Como se pode ter toda uma classe profissional desmotivada? Eu saio sem conseguir perdoar a este Governo o ter-me roubado o prazer que eu tinha em exercer a profissão que escolhi. Nestes últimos anos foi muito penoso ir trabalhar. Muito penoso, mesmo.

Maria da Graça Pimentel

9 de Dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Xadrez de cordel (1)

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Gostamos de criticar as estruturas e as grandes organizações por "dá cá aquela palha".

Sejam os Governos, os Bancos, os clubes, os árbitros, e no nosso caso a FPX.
A FPX e nomeadamente as suas direcções, trabalhem muito ou pouco, bem ou mal, são sempre as eternas culpadas de tudo o que de mau acontece no xadrez.
É essa a nossa mentalidade, e se algo aparece mal feito, foi o outro, porque nós somos infalíveis!
Esta introdução nasceu de ler alguns comentários em blog que frequento. Pessoas ligadas ao xadrez desresponsabilizam-se de tudo o que de mau acontece, e invariávelmente a culpada é sempre a FPX ou a sua Direcção...
Há 3 ou 4 anos a Casa do Xadrez defrontava para a Taça uma equipa de Lisboa. Anteriormente as mesmas equipas tinham-se defrontado para o C.N. da 2ª Divisão (*) e tiveram oportunidade de conhecer as instalações do meu clube. Por baixo da nossa sala de xadrez existe o Núcleo Sportinguista de Alpiarça que nos convidou e avisou de que no dia do jogo ia fazer uma festa no pátio adjacente ao edifício. Informamos a outra equipa do facto e propusemos a alternativa de realizar a eliminatória da Taça de Portugal numa explanada de um jardim público em Almeirim, que sabíamos ser um sitio calmo. A pessoa que disponibilizava o espaço propunha no final oferecer um lanche aos participantes.
A nossa proposta foi liminarmente recusada, sabe-se lá porque. Apenas o 1º tabuleiro da equipa adversária concordava com a proposta.
Resultado: Jogamos nas nossas instalações, numa sala com as portas e janelas fechadas, com 40º de temperatura, com 2 ventoinhas a trabalhar no máximo (e a fazer ruído de fundo) enquanto no exterior decorria a tal festa com uma poluição sonora imensa.(mercê da aparelhagem sonora instalada pelo Sporting). Claro que além de todos terem jogado em condições deploráveis, enclausura-mo-nos como é costume dentro de 4 paredes e a divulgação do xadrez passou ao lado.
O proprietário da esplanada tinha acordado com a Camara de Almeirim a divulgação do evento, o que seria certamente uma óptima publicidade para todos.
Foi isto culpa da FPX ou dos xadrezistas ?
As questões que se nos colocam são Vamos continuar encerrados entre 4 paredes e a "berrar" que o xadrez não é divulgado, que ninguém conhece, que ninguém adere?
Ou vamos procurar sempre que seja possível (particularmente nas variantes de rápidas e semi-rápidas ) realizar torneios em locais públicos e se possível ao ar livre ?
É este o xadrez, os dirigentes,e os intervenientes que temos, mas que podemos mudar !
Enquanto tivermos estas mentalidades pequeninas, não iremos a lado nenhum.

(*) Claro que a equipa adversária perdeu das 2 vezes...:)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Júlio de Matos !! Uma delícia !

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TRRIIIMM.. TRRIIIMM... TRRIIIMM...
Responde o atendedor de chamadas:



'Obrigado por ter ligado para o Júlio de Matos, a companhia mais adequada
aos seus momentos de maior loucura.'

* Se é obsessivo-compulsivo, marque repetidamente o 1;

* Se é co-dependente, peça a alguém que marque o 2 por si;

* Se tem múltipla personalidade, marque o 3, 4, 5 e 6;

* Se é paranóico, nós sabemos quem é você, o que você faz e o que quer.

Aguarde em linha enquanto localizamos a sua chamada;

* Se sofre de alucinações, marque o 7 nesse telefone colorido gigante que você, e só você, vê à sua direita;


* Se é esquizofrénico, oiça com atenção, e uma voz interior indicará o número a marcar;

* Se é depressivo, não interessa que número marque. Nada o vai tirar dessa sua lamentável situação;


* Porém, se VOCÊ votou
Sócrates, não há solução, desligue e espere até 2009.

Aqui atendemos LOUCOS e não INGÉNUOS! Obrigado!



" A Semana" (Cabo Verde)

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Grande Mestre quer ser aliado do xadrez Cabo-Verdiano

O jornal desportivo " A Semana",
de Cabo Verde, no suplemento desportivo "LANCE" , trás na página 4 este artigo sobre a visita do GM António Fernandes a Cabo Verde.

Clike na imagem para ler





terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O SLB em 1º ! Até o Pai Natal salta !

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O "meu" SLB está em primeiro na Liga Sagres, coisa que não acontecia há uma porrada de tempo...

Vamos lá vêr se consegue passar o Natal nessa posição...







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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Camões actual (dedicado ao ensino)

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Mais uma que me chegou por mail. Quem me conhece sabe que não sigo a politica de avestruz. Num momento em que assistimos aos maiores escândalos de corrupção "pura e dura", e atentados à liberdade individual, o xadrez passou para 2º plano.
Gosto muito de xadrez, mas não viro a cara para o lado, ou enterro a cabeça na areia como a ave.

Aqui ficam uns versos à "la Luís de Camões" ,que certamente não deixaria de escrever algo do género se vivesse actualmente.



Soneto à maneira de Camões

Tão mesquinha e tão vil, tu que pariste

As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,

Nada mais que injustiças produziste.

Se lá nesse poleiro aonde subiste

O estado do ensino tens presente,

Repara como és incompetente,

Como a classe docente destruíste.

Se pensas que esta gente está domada,

Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,

Estás perfeitamente equivocada:


Em breve encontraremos a maneira

De vos correr p'ra longe à cacetada,

Limpando a educação de tanta asneira!

sábado, 6 de dezembro de 2008

REDAXÃO 'O PIPOL E A ESCOLA'

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Sinceramente não acredito que este texto possa ter sido escrito por alguém que frequentava o 9º ano. Foi-me enviado por mail, e no final está a "origem".
Todos sabemos que existem licenciados que saber escrever em português mais ou menos correcto, é mentira... mas isto é um abuso.
A ser verdade, auguro-lhe uma longa e proveitosa carreira politica.
Teremos aqui o futuro 1º Ministro? Paleio tem ele ...


Foto retirada de um dos blogues que mais aprecio: Wehavekaosinthegarden um blog a não perder !

REDAXÃO 'O PIPOL E A ESCOLA'

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem
Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q
á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada
Pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto
Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem
Um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os
Lesiades''s, q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no
Aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes
até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem
Abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras
Foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu
Assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o
Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço
De otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de
Xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um
Gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?
Texto (verídico) retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha (para ler, estarrecer e reflectir...!!!)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Quatro menos um quarto !!!

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Numa operação nocturna, a polícia manda parar um condutor e faz-lhe o teste do alcool.
Quando obtém o resultado, o polícia diz-lhe: - Veja.... Não tem vergonha!??? (Mostrando-lhe o aparelho que marcava 3,45)

E responde o bêbado: - Fo**-**!!!! Quatro menos um quarto !!!



A minha mulher vai-me matar!
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Hora di bai (hora de partir)

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E chegou o dia em que António Fernandes deixou S. Vicente e Cabo Verde.

Depois de ontem dar uns mergulhos no “Calhau” e do jantar de despedida, hoje despediu-se de nós, julgamos que um até breve.

Nas fotos, o jantar de ontem e já no aeroporto na hora di bai (hora de partir).

O “Expresso das Ilhas”, na sua edição de ontem, na capa do caderno de

desporto, já nos remetia para as páginas 6 e 7. (Página 6) (Página 7) (clike para ver em PDF)

E no caderno de cultura a página 8 também tem uma referência ao xadrez, e ao António Fernandes.

Um abraço
Francisco Carapinha


Clike nas fotos para aumentar

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Tributo aos xadrezistas-professores

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Desde a 1ª hora que disse que este blog não iria só falar de xadrez.

Sei relativamente bem os problemas da classe porque cá em casa há uma professora ( Educadora de Infância ), e as razões porque os professores discordam da Ministra.
Até há pouco, quando sonhávamos com a saída de umas massas que nos permitissem não trabalhar, ela dizia que continuaria na Escola porque gostava do ambiente o dos miúdos.
Quantas vezes chegava a casa e contava uma peripécia dum "puto" de 3 ou 4 anos...
Por ela passaram milhares de pequenitos que hoje são adolescentes e jovens. Alguns já têm filhos e andam no mesmo Jardim de Infância onde os seus pais andaram.
Durante anos e anos nunca lhe custou ir para a escola para o pé dos "seus pequenitos".
Agora custa, e de que maneira! Parece que se dirige para o cadafalso !
Passa a vida a preencher papéis, fichas e mais fichas, festas e festinhas, teatros e teatrinhos... tudo obras de fachada e que apenas contabilizam no "reino do faz-de-conta" !
O ensino na pré-infância passou a ser a utilização quase sem descanso do computador.
O que fez durante 30 anos; o carinho pelas crianças, as pinturas, os recortes, a boa educação , os valores, e a disciplina transmitida deixou de interessar.
Não são obras para "inglês ver". São feitas dentro das salas de aulas ...
Por isso, no dia 3 vai fazer greve. Não porque siga algum partido politico, mas porque os "seus meninos" têm de continuar a ter direito a um ensino de qualidade, independentemente de serem filhos de pais ricos ou pobres.
Não é por ser escola pública que tem menos condições.
Há anos que os pais têm colaborado com material (que o Estado não fornece! ) que permitiu equipar as salas do Jardim de infância com TV, aparelhagem, câmara de filmar.
Ah... pertence ao ensino público, e não precisou de modelo de avaliação Chileno (o que este Governo pretende impôr aos professores) para praticar um ensino qualificado, nem o "Magalhães" alguma vez lá entrou.



foto retirada DAQUI

Este artigo que encontrei na Internet e que abaixo reproduzo é dedicado a todos os xadrezistas -professores que conheço pessoalmente, ou que sei que exercem dignamente esta bela profissão que querem destruir.

ao Arlindo Vieira, José Cavadas, João Roma, Jorge Bastos, Atalaia, Paulo Fanha, Eduardo Reis, e a todos os outros que não conheço...


"O Natal que eu quero", por Daniel Sampaio

(mais uma opinião sobre professores)

Ninguém me pediu opinião, eu sei.
Na escola é costume não ligar muito ao que pensam os alunos. Mas eu gramo a escola, gosto dos meus amigos e há uma data de professores que até são fixes.Ando no 8.º, tenho bué de disciplinas, algumas não dá para entender. Estudo acompanhado para um gajo de 14 anos? Formação Cívica? Não percebo bem, é uma coisa de 90 minutos por semana em que o stôr, que é o director de turma (nós dizemos DT), está sempre a mandar vir, a dizer para nos portarmos bem. Da Matemática não me apetece falar, o stôr tem pouca pachorra para tirar dúvidas. História é um bocado seca e percebo mal o livro, faço confusão porque não contam a vida dos reis como o meu avô me explicava, por isso estudo para os testes e depois esqueço tudo
.Não, não pensem que venho aqui criticar a escola, já disse que gosto de lá andar. O problema é que aquilo anda mesmo esquisito, podem crer. Já o ano passado os stôres andavam às turras com a ministra e apareciam nas aulas chateados, um gajo mandava uma boca e levava logo um sermão, às vezes diziam mesmo para nos queixarmos à ministra, como se chibar fosse coisa que desse jeito. Mas este ano está bem pior: falamos com os professores nos intervalos, "olá, stôr!" e eles andam mesmo tristes, a minha stôra de Inglês, que eu curto bué, diz que está "desmotivada" e que está farta de grelhas de avaliação e de pensar em objectivos. Eu de grelhas não percebo nada e, quanto aos objectivos, os meus são divertir-me uma beca e passar o ano, não quero mesmo ficar para trás porque os meus pais dão-me nas orelhas e fico sem os meus amigos, que é uma das coisas porreiras que a escola tem.Por isso peço a todos que se entendam. Ver os professores aos berros na rua é uma coisa que eu compreendo, têm todo o direito porque nós às vezes também andamos, o problema é que assim ainda há menos gente a preocupar-se connosco. Os nossos pais não têm tempo, andam sempre a trabalhar e ficam descansados porque estamos na escola a aprender e a lutar pelo nosso futuro, mas agora a coisa está preta, os nossos stôres estão cansados, o que é mau para nós: quem nos ajuda quando estamos aflitos? Eu sempre contei com um ou dois dos meus stôres, o ano passado quando me achava um monstro (cheio de borbulhas e a sentir que as miúdas não olhavam para mim) foi a stôra de Português que me chamou no fim da aula e conversou comigo, bastou ela ouvir com atenção e dizer que compreendia o que eu sentia para me sentir muito melhor. E quando o Tavares disse que se ia matar porque a rapariga com quem andava foi vista a curtir com um gajo qualquer, foi o nosso DT que falou com ele e lhe arranjou uma consulta no psicólogo.Não percebo nada da guerra dos professores, só sei que deve ser justa porque eles esforçam-se muito, já pensaram no que é aturar a malta, sobretudo alguns que só querem fazer porcaria, põem-se aos berros nas aulas e não obedecem, às vezes até palavrões dizem para os stôres? Muitos de nós querem aprender, mas o barulho é grande e há muita confusão, há lá gajos, repetentes e isso, que só lá estão porque são obrigados, depois há outros que são de fora e não percebem bem português, outros ainda têm problemas em casa e passam mal, a Vanessa que tem um pai alcoólico e que chora quase todos os dias ainda por cima foi empurrada na aula por um colega que só lá está a armar confusão... o DT disse que nós devíamos ser responsáveis e que tínhamos de acabar com isso, mas eu acho que a ministra devia era dar força aos professores para serem melhores, o meu pai diz que ela às vezes está certa mas eu não concordo, se vejo todos, mesmo todos os stôres da minha escola contra ela devem ter razão, os professores às vezes erram mas são importantes para nós, precisamos de estudar para ver se nos livramos do desemprego, isso é que é verdade!Por isso espalhem este mail, façam forward para quem quiserem. Digam aos que mandam para terminarem com as discussões que já estamos fartos e como na minha escola somos todos contra isso dos ovos (uma estupidez), digam à ministra e aos sindicatos que já chega! Façam uma escola melhor, ajudem os professores a resolver todos os problemas das aulas (ninguém pode fazer isso em vez dos stôres) e arranjem maneira de nós aprendermos mais, para ver se percebemos melhor o mundo e nos safamos, o que está a ser difícil.

Quem quiser dê opinião, o meu mail é brunovanderley@gmail.com, sou do 8.º E da Escola Básica 2/3 do Lá Vai Um.

Daniel Sampaio. "O Natal que eu quero". Público (revista "Pública"), 30.Novembro.2008.

Leia também este interessante artigo AQUI, e a extraordinária fotomontagem.
(SÓCRATES E A LIBERDADE, por António Barreto in “Publico”, 30/11/2008)


Na hora da despedida...

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Terminou a visita do GM António Fernandes a Cabo Verde.
Acredito que o António Fernandes não esquecerá esta visita. Não só pela polémica que houve antes sobre a sua não inclusão na equipa olímpica, mas porque acabou por ir para um País onde certamente foi acarinhado e tratado como um GM merece ser.
Estou certo que a Deusa Caissa deve estar agradecido aos homens e mulheres que em Cabo Verde proporcionaram uma excelente promoção do xadrez.

Francisco Carapinha, um ribatejano que gosta muito de xadrez, descreve assim o último dia do evento:

"O que é bom também se acaba.

No último dia, depois do 1.º Torneio de rápidas realizado em Cabo Verde, realizou-se a 3.ª e última sessão do Torneio comemorativo do 21.º Aniversário da AXSV, cuja classificação final foi a seguinte:

1.º LUÍS FERNANDES (S. VICENTE)

2.º JOSÉ D. ANDRADE (PRAIA)

3.º ALESSANDRO MAZZONNI (S. VICENTE)

4.º ANTÓNIO MONTEIRO (S. VICENTE)

Depois foi a apresentação do livro “Antologia Pessoal” de António Monteiro (um dos jogadores do torneio),apresentação feita por Francisco Carapinha e por António Fernandes. É de salientar que este livro, tem uma parte em prosa, depois uma parte dedicada ao xadrez e finalmente poesia, com prefácio de Nuno Rebocho. Fica aqui um poema do nosso poeta/xadrezista:

Palavra ê nha distino (Palavra é o meu distino)

Palavra ê nha spada (palavra é minha espada)

má palavra ta dispadaçan (mas a palavra despedaça-me)

Palavra ê nha skudo (Palavra é o meu escudo)

má palavra ta dam kudado (mas a palavra dá-me cuidado)

Palavra ê cérebro (Palavra é cérebro)

e palavra ê tino (e palavra é tino)

Palavra ê nha celibraçon (Palavra é a minha celebração)

E palavra ê nha distino (e palavra é meu destino)

A tradução é minha.

A seguir á apresentação houve a entrega de prémios, comentário das partidas, alocução do GM António Fernandes, sobre o Festival e sobre o que lhe pareceu o Xadrez em Cabo Verde e finalmente dei por encerrado o evento

Seguem fotos do Jantar de sábado (as senhoras, uma é esposa do n/tesoureiro e outra é a minha esposa),

da última sessão do Torneio e da apresentação do Livro, bem como as partidas da 3.ª sessão.

Um abraço,

Francisco Carapinha"

Pode carregar AQUI as partidas da 3ª jornada em formato pgn.

O festival acabou, agora é desfrutar um pouco de S. Vicente e “morabeza” caboverdiana.

O descanso dos guerreiros: nas fotos, Antº. Fernandes na partida de golfe que hoje disputou e os participantes desta manhã (da esqª. Para a dt.ª: Rui Vera Cruz – Presidente do Conselho Fiscal da AXSV; Francisco Carapinha, António Fernandes; Carlos Mões – Tesoureiro da AXSV e João Lizardo – Presidente do Clube de Golfe de S. Vicente).


...

E que tal uma partidinha de Poker ???